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Domingo, Maio 25, 2003
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4:31 AM
by Sunflower
Sexta-feira, Maio 23, 2003
A única maquiagem realmente hipoalergênica que conheço e posso usar é da Clinique, aí fui ver o preço do rímel: R$74!!!!!! Heeeein? Eu, quando pago quinze reais em um rímel já acho um roubo....pior era o lápis: R$88 !!!! E só tinha marrom, quando eu pagar oitenta e oito reais em um lápis marrom, me interne. E o meu diálogo com a vendedora, uma loira (oxigenada, obviamente), mais baixa do que eu, levemente acima do peso, com chapinha até no cérebro e uma maquiagem que eu não desejaria nem para a minha pior inimiga:
-Não tem preto?
-Não, só marrom. A gente recebeu esta semana, mas acabou tudo em 3 dias.
-Nossa, mas ou vocês pediram muito pouco ou as mulheres daqui são tão viciadas que gastam um lápis por dia.
-Não, veio pouco mesmo.
-Ué, por que essa pobreza?- (Detalhe: eu estava na importadora mais chique do shopping)
-É, problema na importação, eles estão liberando pouco.
-Ah, tá.
-Mas leva o marrom mesmo. (Ela achou que eu ia levar?!?)
-Não, não, eu vim só para ver o preço mesmo, mas se não for preto não me interessa. Eu já passei da fase do marrom há muito tempo.
-Ah, mas é bem melhor, eu só uso marrom, (neste momento, na cabeça da Vanessa: "E eu com isso?") preto fica muito carregado.
-É, eu também achava isso, mas mudei de idéia.
-Não sei porque você só quer preto, marrom fica muito melhor.
-Sabe o que é? É que a gente vai escurecendo o cabelo, escurece também a maquiagem.
-Ah, é.
Pronto, calei a boca da vendedora insistente. Coitada, mas eu não estava muito animada naquele dia, imagine, na situação periclitante em que me encontro, não existe paciência que suporte. Ei, eu pre-ci-so do rímel preto da Clinique. Pleeeease, Lord!!!!! É uma necessidade quase vital. Pelo menos o rímel. Alergia e pobreza, definitivamente, não combinam.
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4:24 AM
by Sunflower
Terça-feira, Maio 20, 2003
Meu celular tocou e fui atender, não deu tempo, acusava duas chamadas não atendidas: uma de telefone fixo e outra de celular. Ok, liguei de volta e ninguém atendeu. Dali a pouco me ligaram denovo do mesmo celular, atendi e desligaram, foi assim umas quatro vezes até que ouvi uma voz feminina falar sei lá o que e desligar. Eu, que conheço bandido de tudo quanto é tipo já fui listando os suspeitos....liguei denovo e dava ocupado, esperei um pouco e liguei outra vez, me atende a menina:
-Alô?
-Alô, quem fala?
-Aline.
-Oi, Aline, você ligou para o meu celular?
-Não.
-Que estranho, eu recebi umas cinco chamadas desse número.
-Qual é seu nome?
-Vanessa.
-Não, eu só liguei para o celular do Wilson.
-Quem é Wilson?
-Você não é a namorada dele?
-Não, não que eu saiba.
-Tem certeza?
-É....acho que sim, ao menos não estou sabendo de nada.
-Ai, não acredito!
-Nem eu.
-Foi a minha irmã! Ela é apaixonada pelo Wilson e a gente achou que estava incomodando a namorada dele...ai que vergonha...ainda bem que é mulher, já pensou se fosse homem?
-É, ligaram para a menina errada.
-Ai, desculpa, agora eu sou sua amiga, vou até gravar o número do seu celular para te mandar mensagem.
-Tudo bem...aliás, acho melhor ser sua amiga mesmo, não?
-Então tá, Vanessa, desculpa.
-Sem problemas, e pode deixar que não vou namorar nenhum Wilson depois dessa....
Ouviu, Wilson? Desista, não quero namorar você. Eu, hein, que maluquice....pelos meus cálculos, as meninas (é, porque ela conversava com uma outra, provavelmente a irmã dela) deviam ter, em média uns quinze anos, se tiverem mais de 16 é bom serem internadas, pois parecem potencialmente perigosas..... ei, uma boa dica para as meninas que têm namorados bonitos e/ou disputados: assim que uma peruinha ligar para você com uma desculpinha esfarrapada, finja que foi engano (no caso foi mesmo) e elas procurarão outro telefone, ao menos demorarão mais para encher o saco. Se você der na cara que o telefone é da namorada do Wilson, isso não vai acabar nunca.... Não vou dizer que mereço porque não mereço esse tipo de coisa não....eu, hein, é cada coisa que me acontece......
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3:31 AM
by Sunflower
Hoje fui abordada na rua por um rapaz que trabalha nas Lojas Americanas cujo passatempo preferido é passar seu número de telefone para mim. Nunca retorno, é claro, não me interessa, mas eu poderia até ser amiga dele se não o achasse tão esquisito. O que aconteceu hoje prova que ele é ainda mais estranho do que eu imaginava. Primeiro, uma voz do nada
- É a primeira vez que te vejo na rua sem óculos escuros.
Por um segundo achei que não fosse comigo, mas quando percebi que era alguém vindo em minha direção olhei.
Ele nem me cumprimentou, já foi avisando:
-Ei, aquele não era meu filho não, era meu sobrinho.
-Hein?
Eu me lembrei, da última vez que eu o vi (há séculos, bem antes das férias) ele estava com uma moça e um bebê. Ah, tá.
- Agora além de tio sou também padrinho.
-Ah...
-Nunca mais te vi na loja, sumiu.
-Pois é, faz tempo que não vou lá.
A conversa transcorreu nesse nível. Ele perguntando o porquê de eu estar sumida e eu respondendo ainda tentando ser educada.
- Me dê seu telefone
Ele sacou o celular do bolso. Na outra mão um cigarro e um isqueiro. Deve ter percebido meu olhar assassino para o cigarro e já respondeu antes que eu perguntasse:
-Estou tentando parar. Estou fumando três cigarros por dia. Ainda vou parar. É, eu lembro do que você me falou.
Puutz, nem eu me lembrava, alguns dias após a morte do meu pai (detalhe: papai morreu dia 8 de Abril)ele me encontrou na rua e começou a conversar, contou da morte do cunhado, ia acender um cigarro e eu o impedi, falei da morte do meu pai e fiz uma pregação anti-tabagista, aliás, eu faço isso sempre que possível porque detesto cigarro. Bem, eu não me lembrava disso, ele falou do episódio como se tivesse sido ontem.
-Bem, se você lembra então não preciso repetir.
-Tome, grave seu número aqui, eu gravo no seu. - Disse ele, me estendendo o celular (um modelo exatamente igual ao meu, inclusive a cor) e a outra mão, para pegar o meu, certamente.
-Bem, acabou a bateria do meu celular, ele está desligado agora. - Não era mentira. - Peraí, vou pegar a agenda.
Tirei a agenda do bolso, abri em uma página qualquer e peguei a caneta, ele tomou da minha mão.
-Deixe que eu escrevo, é que costumam escrever meu nome errado e eu tenho raiva disso.
Tudo bem...quem sou eu para contrariar, né? Eu peguei o celular dele e anotei o telefone, nem sei se anotei certo, não dava para enxergar direito. Tanto faz também, meu celular tem passado mais tempo desligado do que ligado mesmo. Ele anotou e me devolveu a agenda, eu ainda terminava de gravar o número quando ele me fez a proposta mais curiosa que já ouvi.
-Corre na areia?
-Hein?
-Você consegue correr na areia?
-Bem, faz muitos séculos que não faço isso.
-Mas você consegue? Andar na areia pelo menos?
-Consigo, é claro. - devolvi o celular, ainda achando que não estava entendendo direito o que ele estava dizendo.
-Então, quer correr na areia?
-Como?
-Se quiser correr na areia a gente pode ir qualquer dia desses. Amanhã mesmo eu vou, se quiser é só me ligar.
-Ah, claro, com certeza.
Novamente, quem sou eu para contrariar? Que areia? Não perguntei, melhor nem saber. Campo Grande não tem praia, todo mundo sabe, pode ser a quadra de areia do estádio Belmar Fidalgo, mas a idéia é bem esquisita visto que a quadra é pequena e o programa é sem pé nem cabeça, o camarada não bate bem.Ah, se eu quisesse correr na areia com ele (e a essa altura vocês podem imaginar o quanto eu estava empolgada com a idéia...)era só ligar...bem, se dependia da minha ligação estava tudo certo. Amanhã ele vai correr na areia sozinho...e se continuar dependendo de mim ele pode correr na areia pelo resto de seus dias, só não espere a minha companhia...
- Então faz o seguinte, me manda uma mensagem, eu respondo, a gente combina, agora você está de férias da faculdade e eu também...não da loja, da faculdade.
Ah, ele faz faculdade? Acho que até me falou, mas não me lembro. Não sei o curso, não sei a instituição...e pelo visto ele se lembra de tudo o que eu falei...e do que eu não falei, porque como ele sabia que minha operadora (Americel) era a mesma dele? (De outra forma seria inviável mandar mensagem)E o telefone que eu tenho dele é fixo, ele não tinha o celular...eu anotei o telefone dele (na primeira vez que ele me abordou, na loja) no meu celular...ele viu o modelo e comprou um igual...mania de perseguição? É muita coincidência para que eu ache natural.
- É, não, tudo bem.
-Então a gente combina.
-Tá, eu vou quando você parar de fumar.
-Se você quiser eu paro agora mesmo. -Ele falou sério, sem brincar, sem um olhar galanteador, só um olhar maluco de quem quer correr na areia comigo...
-Ah, tá. É...a gente se vê então.
-Tudo bem. Bom te encontrar.
-Ah, obrigada. - respondi errado, querendo fugir o mais rápido possível dali...eu, hein...
Parece brincadeira, eu saí sem saber se ria ou se fugia correndo. Correr na areia? Já me convidaram para ir a um barzinho, ao cinema, a um show, a alguma igreja, para assistir algum jogo, ir a um churrasco, me convidam sempre para tomar um tereré (que odeio), até já me convidaram para jogar futebol com uma turma, mas jamais me convidaram para correr na areia...se a intenção foi ser original, extrapolou...original demais... se aqui tivesse praia eu entenderia e até acharia romântico, mas assim acho beeeem esquisito... quando eu digo que sou ímã de maluco me acham paranóica...
9 de Janeiro de 2003 00:56 A.M
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Sexta-feira saímos eu, a Ana Paula, a Natália, a Naira, o namorado dela, a amiga delas, Lu e o Vagner, fomos à pizzaria comemorar os 18 anos da Ana (o aniversário dela na verdade foi dia 29, domingo). Tudo muito bom no início, já que tratamos a coisa toda como uma reunião divertida e superficial, sempre fingindo acreditar na tal "amizade eterna" que não se fundamenta sobre base alguma. Dei de presente uma Bíblia, quem sabe se ela começar a ler não toma rumo na vida? A Natália deu a ela um porta-retrato esquisito da Imaginarium, aliás, esquisito como quase tudo da Imaginarium. Eu olhei para a porcaria e o pior é que deve ter custado caro. Duas metades de um dado vermelho de madeira com uma fenda no meio para ser encaixada nas bordas inferiores da fotografia...tá bom, o que vale é a intenção (e o preço que se paga por ela), se a aniversariante não reclamou do presente quem sou eu para fazê-lo? Tudo bem que, no melhor estilo Ana Paula de ser, a moça levou duas horas para compreender do que se tratava a coisa (após ter agradecido e dito "que lindo...para que serve?")...eh,eh,eh...ficou tentando encaixar as metades para formar o dadinho ou algo que fizesse sentido até que a Natália se prestou a traduzir o apetrecho.
Pizza, pizza, pizza, pizza, pizza, todo mundo saiu de lá entupido, falamos alto, incomodamos todo mundo, fizemos a pizzaria inteira cantar parabéns para a Ana Paula e na hora da foto eu brinquei (alto):
- Vamos tirar uma foto para levar de recordação da nossa visita ao Mato Grosso- Experimente chamar Mato Grosso do Sul de "Mato Grosso" por aqui para você ver... pude sentir o pelotão de fuzilamento ao meu redor, me empolguei e repeti o comentário, novos olhares fumegantes, a Natália entrou na onda:
- Depois vamos visitar aquela cidade...como é mesmo o nome? "Lindo"? - e eu:
- É Bonito.
- Ah, é, bem legal tudo aqui no Pantanal.
- É, o Mato Grosso é lindo.
Eh,eh,eh....na saída ouvi uma mulher sentada na mesa ao lado, perto da porta, dizer:
- Cuidado com a onça no meio da rua.
Parei, virei para ela e disse, em tom cordial (para matar mesmo):
- Todo mundo nasceu aqui, a gente só estava brincando. - Ela sorriu, sem graça, coitada. Não me sinto mais à vontade sendo cruel.
Ia ter um Show na Federal e a Natália queria ir, como estava cedo achei que não teria nada de mais em ir também, mas avisei que ficaria bem pouco tempo, ela me garantiu que me levaria para casa assim que eu quisesse. Fomos eu, a Ana, a Natália, o irmão dela, a namorada dele e um amigo do casal, chegando lá encontramos o namorado da Natália com um grupo de amigos, ia tocar pagode e os meninos que estavam conosco (o irmão da Nat e o amigo dele) queriam ir para outro lugar, um deles sugeriu um local chamado "Refúgio" e pelo nome já imaginei a quebrada. Chegando na rua do troço havia uma pequena vaga e a Natália, que não sabe estacionar, pediu a todos que descessem, mas ninguém achou prudente ficar esperando do lado de fora. Após algumas tentativas ela não conseguiu estacionar, irritada por sua própria incompetência, ela teve um ataque histérico e arrancou com o automóvel, dando uma volta enorme e indo parar do outro lado da rua, aos berros, causando o pior desconforto possível, descemos e o namorado ficou com ela no carro, tentando apaziguar a situação. Eu, simpática, delicada e suave como sou liguei o trator: "A Natália sabe como ser desagradável" , "Como essa guria é infantil!", "Tudo o que ela quer é aparecer" ,etc, etc, etc... Na frente do irmão, da cunhada, do amigo, do namorado, da Ana, de todo mundo, e seria na frente dela também se ela tivesse junto conosco.
Entramos na espelunca. Tipos mal-encarados (ou eu é que estava mal encarada, não sei), no ar cheiro de cigarro com cerveja...náuseas... homens cabeludos e suados, mulheres...bem, nem reparei nas mulheres. Nada de música ainda, bateria, guitarra, baixo, teclado, caixas de som e microfone esperavam os fantasmas que tentariam ressuscitar o local. Iluminação péssima, metade galpão, metade ar "livre" e o Tiago:
-O que vocês acham?
- Eu acho que vou para casa.
Saímos de lá.
-Vamos decidir algum lugar e propôr à Natália - Disse a Ana. A namorada do Tiago sugeriu o tal de "Mistura", ninguém nunca foi à bodega, mas aceitaram a sugestão, como quem se agarra à boia salva-vidas após o naufrágio do transatlântico. Um milhão de moscas não poderiam estar erradas.
Como eu imaginava, a Natália aceitou a sugestão sem chiar, o que ela queria (chamar atenção e causar mal-estar geral) já tinha conseguido, faltava só o terceiro desejo e me apressei a atendê-lo:
- Me leve para casa. - Sem resposta, achei até que ela, como o resto dos passageiros do carro, não tivesse compreendido a solicitação, estava prestes a repetí-la quando, interrompendo o barulhento planejamento do resto da população do automóvel, ela anunciou:
-Antes vou levar a Vanessa até a casa dela, que ela pediu. - Silêncio geral.
Eu, propositalmente antipática, séria e muda olhando para a frente, esmagada entre a Ana e o câmbio no banco do carona, com a nítida sensação de "eu deveria ter ficado em casa". O restante do trajeto se deu com Miss Vanessa em off, nem me lembro se havia conversa no carro, só queria chegar em casa. Me despedi dela friamente e do resto do povo com um sorriso, eles não tinham culpa de nada. Desci do carro e na mesma hora ele não estava mais lá e para mim deixou de existir. Será o fim da farsa? Ela não gosta de mim, não é minha amiga, é hipócrita, invejosa, falsa, complexada, infantil, neurótica e eu sei disso, por que compactuar com o fingimento e a hipocrisia dela? Sei que sou intransigente, o que seja, mas a verdade é que eu acabo ficando com pena dela, afinal de contas é uma pessoa muito infeliz....mas bem, pena não me obriga a conviver com ela, não mais.
30 de Setembro de 2002 01:15 A.M
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Hoje fui com a Ana Paula ao aniversário do André. Foi divertido, só não gostei de um guri, acho que se chama Luís, um estudante ignorante de veterinária (já deu para perceber que amei o garoto, não?) que não gosta de gatos, aliás, que maltrata gatos... como todo mundo já sabe, não gosta de gato, não gosta de mim... meu problema não é nem com quem simplesmente não é muito chegado nesses felinos, mas não faz nada contra eles e sim com quem os maltrata e alardeia isso a todos os ventos como se fosse grande vantagem, gente baixa. Para mim quem tem esse comportamento é porque tem problemas emocionais, não consegue lidar com sua afetividade, que tem raiva porque vê no gato uma liberdade e segurança em relação à afetividade que não encontra em si mesmo...bem, quanto a isso acho que sou bem resolvida. O carinho, o amor e a atenção que recebo do Nermal são únicos, assim como a segurança que ele me passa, a sinceridade e a independência, algo do tipo "Eu quero ir ali e ficar sozinho agora, mas isso não quer dizer que não gosto de você" ele tem certeza do meu amor, não importa o que aconteça e tem certeza da minha certeza em relação ao amor dele, em qualquer circunstância. Uma pessoa insegura ama o animal que fica no pé dela e traz a sensação de dependência absoluta, sem amor próprio....você pode bater no bicho que no segundo seguinte lá estará ele novamente...e os gatos não são assim. Eu me identifico com esses felinos, sou exatamente assim. Eu amo, mas não preciso ficar o tempo todo pulando ao redor da pessoa para provar isso (o que não significa que eu, como qualquer outro gato, também não possa dar grudentas demonstrações de carinho de vez em quando), sou independente, forte, carinhosa, sensível, arisca, prudente, inteligente, curiosa...talvez me falte um pouco da segurança absoluta que eles têm de que são o máximo, mas eu ainda chego lá...risos... talvez por isso ache difícil encontrar alguém que se interesse em "enfrentar a fera" , é imensamente mais fácil lidar com garotas mais comuns, "decifráveis", moldadas à vida. Eu me esgueiro pelos muros, ágil. Precisaria de alguém amadurecido emocionalemnte, seguro, que consiga me compreender, me aceitar ...afinal, não é isso que todo mundo quer? Ah, e que eu ache bonito (se eu não achar, quem achará?) e que goste de gatos, caso contrário nada feito. Ah, sim, e o desprezível dizendo que "Gato é nojento"
- Nojento é sapo - rebati, e ele:
- Não, sapo é nojento de pegar, mas gato não toma banho, cachoro sempre toma banho, está sempre limpo.
- O quê? Você pode dar banho no gato, mas nem tem necessidade, porque eles se limpam sozinhos.- O energúmeno, mais uma vez, com cara de nojo:
- Com a língua !?!
- Ah, não, não seja ignorante, por favor....você sabe o que tem na língua dos gatos? Não é igual à sua língua não, escuta, tem certeza que você faz veterinária? - Ele, completamente sem graça:
- Faço
- Tem certeza? Assiste mesmo as aulas? Não parece. - O Asno:
- É que comecei esse semestre - então concluí o assunto:
- Ah, tá...então melhor parar por aqui, pelo bem de sua imagem pública.
Que Anta!!! Pobres antas, acabaram de ser xingadas. Bem, ele deve ter me adorado... se gostou de mim o tanto quanto eu gostei dele provavelmente nunca mais precisarei olhar para a cara daquele ser infeliz. Ainda bem.
04 de Agosto de 2002 03:40 A.M
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